Balanço de um mandato.

No próximo domingo, dia 20, irá tomar posse a nova Assembleia Municipal e, a partir desse dia, deixarei de ser deputado municipal.

Durante quatro anos tive o privilégio de servir o meu município como autarca. Integrei o grupo municipal do Bloco de Esquerda em conjunto com Adelino Mota, deputado também eleito em 2009 e em estreita colaboração com Tereza Fidalgo e Paulo Costa.

Foi uma experiência muito gratificante este exercício de um cargo público. Passei a conhecer muito melhor e mais de perto o funcionamento das instituições. Conheço hoje muito melhor a realidade do nosso concelho e das suas freguesias e das suas gentes.

Analisei e discuti quatro orçamentos municipais e outros tantos relatórios de contas. Levei à Assembleia Municipal e até à Câmara problemas e situações concretas de vários munícipes. Foram aprovadas diversas propostas que apresentamos, sobre a VIM, sobre a descentralização dos serviços municipais, sobre os trabalhadores do Município, o apoio social ao arrendamento, os (agora tão falados) livros escolares a todo o ensino obrigatório.

Saliento como o aspeto menos positivo deste mandato o facto de ter sido vedada a participação da população na decisão da reorganização administrativa e extinção de freguesias, fizemos tudo o que estava ao nosso alcance, apresentando a proposta de um referendo local que todos os outros partidos chumbaram. Como aspeto pessoal mais positivo destaco a comissão da situação socio-económica, em que me foi possível conhecer muito melhor quase todas as vertentes da sociedade famalicense.

Nunca abdiquei de ser eu mesmo, autêntico, no desempenho das minhas funções, Sempre fui cordial e respeitador das posições das restantes bancadas, apesar de, por diversas ocasiões, não ter sido uma tarefa fácil.

Lamento que a população participe tão pouco na vida da Assembleia Municipal e que a comunicação social não tenha dado a devida importância a tantos assuntos de relevo ali discutidos.

Aos novos autarcas desejo e espero, enquanto famalicense, que sejam capazes de colocar os superiores interesses públicos acima de quaisquer outros e que possam contribuir para o desenvolvimento do município e que respondam sempre ÀS necessidades das populações. Ao Paulo Costa, desejo toda a sorte e a coragem necessária para desempenhar cabalmente a sempre difícil tarefa de representar o Bloco de Esquerda. Terá sempre o meio apoio e a colaboração que me for possível prestar.

Daqui a alguns dias passarei para a confortável situação de um simples cidadão. No entanto, jamais abdicarei dos meus direitos de cidadania nem das minhas responsabilidades. Continuarei a ser um cidadão atendo e participativo.

Não sei se algum dia voltarei a desempenhar um cargo público, mas continuarei a estar disponível com o meu modesto contributo para ajudar a melhorar e a desenvolver este concelho de que tanto me orgulho de pertencer.

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