Que a Europa não nos passe ao lado!

Estamos a dois meses das Eleições para o Parlamento Europeu. O passado recente tem-nos mostrado uma abstenção elevada nas anteriores Europeias, demonstrando um preocupante desinteresse dos portugueses por estas eleições.

No cenário de uma crise económica, em especial dos países do sul da Europa (sob o jugo da exploração das diversas troikas), de uma enorme desigualdade entre estados membros e numa grande crise de confiança das pessoas nas instituições que as representam, estas eleições revestem-se de uma importância ainda maior para o futuro da União Europeia e em especial de países como Portugal.

É pois tempo de questionarmos sobre o que cada um de nós sabe sobre a Europa onde estamos inseridos. O que sabemos afinal sobre as características, as competências e as responsabilidades de instituições como o Parlamento Europeu? Ou da Comissão Europeia? Ou sobre o Conselho Europeu? Ou do Banco Central Europeu? Ou mesmo da própria União Europeia?

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Um referendo para distrair as atenções.

Vivemos no passado dia 17 um dos dias mais degradantes da nossa democracia com a aprovação na Assembleia da República de um referendo apresentado pelo PSD sobre a coadoção. Curiosamente um tema que foi aprovado na generalidade há menos de um ano na mesma assembleia.

Esta lamentável iniciativa parlamentar levada a cabo pelo PSD tem como objetivo claro negar a possibilidade de algumas pessoas poderem adotar uma ou mais crianças pelo simples facto de não serem heterossexuais. Só assim se justifica que tenham avançado com um referendo sobre uma matéria que estava já a ser legislada.

Lamentável ainda é o facto de, supostamente, ter sido a JSD, nomeadamente o seu líder, a dar origem a este processo. Que juventude é esta que promove um retrocesso civilizacional e o preconceito sobre algumas pessoas? Se todos os preconceitos tivessem ido a referendo, talvez hoje as mulheres ainda não votassem, ou a escravatura seria ainda oficial, ou os negros não votariam, para dar apenas alguns exemplos. Ou seja, estaríamos ainda no obscurantismo da Idade Média.

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Mandela e o cruzamento

1 – Por estes dias vivemos a despedida física de Nelson Mandela, que partiu ficando connosco eternamente no seu exemplo, na sua determinação e capacidade única de unir e perdoar.
Sinto-me um privilegiado por ter vivido no mesmo tempo deste icon histórico cujo legado se tornou universal numa abrangência a que ninguém ficou indiferente. A sua luta e a vitória contra a segregação racial continuam ainda hoje a ser uma referência à escala global apesar dos votos contra dos ditos poderosos.
Tivéssemos nós alguns dirigentes e responsáveis capazes de se aproximar de Mandela na capacidade de unir, de perdoar e de amar e certamente viveríamos num mundo muito mais harmonioso e justo.

2- Infelizmente, há pouco mais de uma semana registou-se mais um acidente e mais uma morte no cruzamento da Rua Padre António Vieira com a Estrada Nacional 14/ Av. dos descobrimentos em Pelhe, na União de Freguesias de V. N. de Famalicão e Calendário. Lamentavelmente não é a primeira morte devido a acidentes no mesmo local.

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Quantos pobres nos custa um rico?

Tivemos por estes dias a confirmação de que nestes últimos anos aumentou o número de milionários em Portugal e também aumentou o valor das suas fortunas.

Esta até poderia ser uma boa notícia se isso representasse uma evolução na riqueza do país e dos portugueses, no entanto isso acontece precisamente pela razão inversa. Com o aumento de alguns milionários, aumenta também exponencialmente o número de pobres e de pessoas na miséria.

Eis a triste realidade do país que temos. Como escreveu Mia Couto “A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos.”

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Restart

Foi em janeiro de 2006 que o jornal Opinião Pública me facultou a oportunidade de publicar uma crónica quinzenal, alternando com Paulo Costa. Durante quatro anos mantivemos a regularidade da escrita, até que em 2009 a minha candidatura à Assembleia Municipal e as responsabilidades institucionais que daí resultaram levaram-me a escrever apenas pontualmente.

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